Espécies geneticamente modificadas podem contribuir para o aumento global da produção aquícola?

Avaliação do Usuário

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

A produção anual aquícola tem aumentando rapidamente nas últimas décadas. Para se ter uma ideia, em 1970, a oferta total de peixes, crustáceos e moluscos oriundos do cultivo representava 3,9%, ou 2,6 milhões de toneladas. Em 2012, passou a representar 42,2% da produção total, com cerca de 66,7 milhões de toneladas. Como a produção pesqueira tem se mantido estável desde o começo do século XXI, a oferta futura de pescado dependerá de um aumento significativo da produção aquícola – e é aí que o melhoramento genético entra em cena.

 

Publicado pelo Journal of Marine Science and Engineering, o artigo “Can the Global Adoption of Genetically Improved Farmace Fish Increase Beyond 10%, and How?” buscou responder as principais interrogações quando o assunto é melhoramento genético para o aumento da produção na aquicultura.

Menos de 10% de peixes provenientes da aquicultura utilizam programas de melhoramento genético, o que permitiria o controle da endogamia, bem como a seleção genética. O melhoramento genético tem grande potencial de contribuição no aumento da oferta de pescado mundial, inclusive em regiões e países com desafios na demanda de alimentos e segurança alimentar. As duas principais espécies aquícolas domesticadas em todo o mundo são o Salmão do Atlântico (3,1% da produção mundial) e Tilápia do Nilo (4,8%), submetidas, respectivamente, a mais de 40 anos (10 gerações) e 20 anos (15-20 gerações) de reprodução seletiva. No entanto, a maior parte da produção de outras espécies aquícolas, tais como carpas e outros ciprinídeos (38% da produção mundial) estão baseados em espécies selvagens. Neste estudo, os autores discutem as restrições biológicas e as técnicas de melhoramento, bem como as condições sociais e econômicas, uma vez que só os avanços tecnológicos parecem ser insuficientes para promover a utilização de programas de melhoramento. O estudo envolveu entrevistas semi-estruturadas com 34 pessoas de diferentes setores envolvidos na produção aquícola, como no caso de criadores, indústria de criação, além de pesquisadores da aquicultura e representantes governamentais no Leste e Sudeste da Ásia, onde a maior parte da aquicultura mundial está localizada atualmente. O estudo concluiu que a maioria das espécies aquícolas pode ser domesticada e melhorada geneticamente. No entanto, a adoção de reprodução seletiva na aquicultura está progredindo lentamente.

Com base nas entrevistas e revisão de literatura, o estudo identificou três fatores-chave:

1. Compromisso governamental com relação aos recursos financeiros de longo prazo (pelo menos entre a quinta e décima geração de seleção);

2. Formação em todos os níveis interessados (funcionários do governo e da universidade e aquicultores para criação de núcleos de pesquisa e incubação); e

3. Desenvolvimento de modelos de negócio para a partilha de benefícios entre a criação, multiplicação e desenvolvedores (sejam empresas públicas, cooperativas ou empresas privadas).

Fonte: Observatório Tecnológico de Santa Catarina

 Grupo Náutica

Rua Joaquim Floriano, 466
Ed Brascan Corporate - Cj. 1504
São Paulo - SP. 04534-002

T: (11) 2186-1000
F: (11) 2186-1080
Receba nossos comunicados digitais:

Nome Completo(*)
entrada invalida

Empresa(*)
entrada invalida

E-mail(*)
e-mail invalido

entrada invalida

Search